![]() |
| Pesquisando sobre "O mágico de Oz", achei esse cartoon genial Nem fiquei mais pensando em como ilustrar o post |
Quer alguém com sonhos dos mais malucos possíveis?! Me apresentando para serviço. Creio que boto no chinelo "Alice no país das maravilhas" e "O fantástico mundo de Bob" com vasta dianteira. Fora que eu costumo ter sonhos proféticos, mas esse assunto fica pra outra hora.
No âmbito dos sonhos malucos, andei sonhando recorrentemente que participava de uma versão musical de "O mágico de Oz", bem Broadway style, na qual eu era sempre Dorothy, mas as pessoas que interpretavam as demais personagens iam mudando, às vezes de sonho pra sonho, ou às vezes em uma mesma noite a cada momento alguém era, por exemplo, o Homem de lata.
Nesses sonhos também ocorria de eu sempre ser sempre mordida por um cachorro na coxia. Como o sonho em si já era doido o suficiente, eu nunca tinha me dado conta - ou esse foi um dado acrescentado em alguma das versões - de "quem" era o cãozinho, que interpretava o papel de Totó na montagem.
Nunca tinha me dado conta também de que eu sempre via o Leão Covarde, mas nunca descobria quem estava por trás da fantasia.
Num belo dia, numa versão do tal sonho, eu reconheci o cãozinho - fofo, por sinal; nunca tentou me atacar in real life - que me mordia, até porque o Leão Covarde vinha em meu auxílio segurar o bichinho, tirando a máscara e se revelando seu dono.
Aí vem o momento Freudiano de explicar tudo! Brincadeira, não há qualquer fundo científico, só minha própria análise quase que intuitiva de tudo.
O Leão Covarde era um cidadão do signo de leão. Daqueles que quase que acham bonito (se é que não acha mesmo) dizer que compatibiliza-se com a noção de "rei das selvas".
Como meu box de "O rei leão" chegou essa semana, não consegui deixar de fazer a relação com o senhor Simba. Sabe aquela pessoa que informa ao mundo que faz e acontece, aproximadamente assim...
.
.. mas que na verdade, quando passa pela adversidade foge em vez de enfrentar.
Tudo bem, vamos resguardar as proporções. Simba no filme era uma criança influenciável pelo tio. Na minha relação com o Leão Covarde do meu sonho o que ocorreu foi um rompimento no qual eu suavemente sugeri que não queria mais ver sua cara nem pintada de ouro pelos próximos tempos. E da mesma forma que Simba obedeceu Scar, o Leão Covarde está me obedecendo.
A diferença é que na animação, passado o tempo, Simba descobre que o reino precisa dele, que fez mal em se afastar e retorna. Enquanto isso, estou praticamente certa de que mesmo que o Leão Covarde descubra alguma falha ou tenha algum outro bom motivo - apesar de já ter tido indícios de que quer estabelecer contato - não vai dar as caras.
"Mas Juliana, como você tem tanta certeza de que o Leão Covarde é covarde assim?!" - pergunta de fácil resposta: conheço o Leão Covarde há tempo suficiente para saber o significado de cada um de seus comportamentos e, além disso, ele se definiu como covarde na última vez em que conversamos.
A-haaaam. A coisa estava tão gritantemente preta que até o leonino orgulhoso se deu conta da sua, digamos, falha de caráter (eu juro que estava tentando arrumar um eufemismo mas não o encontrei).
E nessa complexa confusão que é minha cabeça, fiz a ligação com uma passagem de "A guerra dos tronos - As crônicas de fogo e gelo - Livro um" (ou "Game of thrones", para quem prefere o nome original - não verei a série enquanto não terminar o livro, mas juro que está tão bom que tenho dificuldades em parar de ler):
"Naquela tarde, o comandante da guarda o enviou para a gaiola do guindaste com quatro barris de pedra recém-esmagada, para que espalhasse cascalho sobre os caminhos gelados do topo da Muralha. Era
um trabalho solitário e aborrecido, mesmo com Fantasma lhe fazendo companhia, mas Jon descobriu
que não se importava. Num dia claro, podia-se ver metade do mundo do topo da Muralha, e o ar estava
sempre frio e tonificante. Ali podia pensar, e deu por si pensando em Samwell Tarly... e, estranhamente,
em Tyrion Lannister. Gostaria de saber o que Tyrion faria com o rapaz gordo. A maioria dos homens mais depressa nega uma verdade dura do que a enfrenta, dissera-lhe o anão com um sorriso. O mundo estava cheio de covardes que fingiam ser heróis; era preciso uma singular forma de coragem para se admitir covarde, como fizera Samwell Tarly."
Óuquêi. Admitir a covardia pode até ser bom, pode até ser um passo. Um bom passo - até porque, na maioria das vezes, de fato é necessário reconhecer e admitir para si mesmo um defeito para que possa-se saná-lo definitivamente (em outras vezes não: às vezes coisas acontecem, o amadurecimento chega e as pessoas mudam sem nem perceber). Mas ainda assim UM passo: de que adianta admitir-se covarde e não fazer nada a respeito? Para mim, é comodismo que chega! É sentar seu traseiro (numa linguagem bem Pumba, já que citei "O rei leão") na covardia e se contentar em obter apenas o que de mais simples e fácil a vida vier a lhe oferecer, em vez de agarrar-se às melhores possibilidades que passarem por você. Às vezes me parece um determinação em não ser determinado tão grande que cansa.
Mas então, respondendo à pergunta do Leão Covarde na imagem do início do post, onde fica a coragem?
Não sei bem se é onde indica a imagem acima, mas se eu fosse indicar em mim, acredito que seria no estômago, ou qualquer outro órgão do sistema digestório, talvez o fígado, sei lá, já que toda vez que preciso fazer algo que requer coragem, tenho problemas nessa área. Se a coragem é requerida imediatamente, parece que vou passar mal na mesma hora. Se tenho tempo de me preparar para a situação desafiadora, fico com sérios problemas para me alimentar decentemente, passando por uma dieta forçada (que pode até ter seu lado bom se isso não significar que eu fique anêmica ou qualquer coisa coisa assim).
Se bem que pode ser mesmo o fígado o órgão da coragem. Não é ele que é atacado pelo álcool que as pessoas consomem muitas das vezes para ganharem a cara-de-pau necessária para fazerem o que não ousavam?!
Aí! A coragem fica no fígado! Até porque se fosse nas bolas, todas as mulheres seriam covardes ou então a coragem feminina ficaria nos... ovários?! E o que aconteceria na menopausa?! Tá, parei. Vou viajar menos.
Ou não (Chicó - Selton Mello em "O auto da compadecida" - mode). Até porque agora vou conversar com os astros (sem "minha pedra é ametista" - João Bosco doidão!), bem especificamente com o SAC da constelação de leão:
"Estrelinhas lindas, vocês estão de férias ou o quê?!
Porque ao longo dos últimos anos todos os leoninos que conheci apresentaram defeito de fabricação! Ô povo pra ter crise existencial e problemas de auto-estima! Por favor, retomem suas atividades normais.
Beijo de uma canceriana que só se parece minimamente com um ser de Câncer."
Depois de dar tanta volta: nunca mais tive o sonho com "O mágico de Oz". E o Leão Covarde?! Torço para que consiga resolver seu problema quanto a covardia antes que sua história acabe.
Aí vem o momento Freudiano de explicar tudo! Brincadeira, não há qualquer fundo científico, só minha própria análise quase que intuitiva de tudo.
O Leão Covarde era um cidadão do signo de leão. Daqueles que quase que acham bonito (se é que não acha mesmo) dizer que compatibiliza-se com a noção de "rei das selvas".
Como meu box de "O rei leão" chegou essa semana, não consegui deixar de fazer a relação com o senhor Simba. Sabe aquela pessoa que informa ao mundo que faz e acontece, aproximadamente assim...
.
.. mas que na verdade, quando passa pela adversidade foge em vez de enfrentar.
![]() |
| "Fuja, Simba! Fuja para longe e não volte mais!" |
Tudo bem, vamos resguardar as proporções. Simba no filme era uma criança influenciável pelo tio. Na minha relação com o Leão Covarde do meu sonho o que ocorreu foi um rompimento no qual eu suavemente sugeri que não queria mais ver sua cara nem pintada de ouro pelos próximos tempos. E da mesma forma que Simba obedeceu Scar, o Leão Covarde está me obedecendo.
A diferença é que na animação, passado o tempo, Simba descobre que o reino precisa dele, que fez mal em se afastar e retorna. Enquanto isso, estou praticamente certa de que mesmo que o Leão Covarde descubra alguma falha ou tenha algum outro bom motivo - apesar de já ter tido indícios de que quer estabelecer contato - não vai dar as caras.
"Mas Juliana, como você tem tanta certeza de que o Leão Covarde é covarde assim?!" - pergunta de fácil resposta: conheço o Leão Covarde há tempo suficiente para saber o significado de cada um de seus comportamentos e, além disso, ele se definiu como covarde na última vez em que conversamos.
A-haaaam. A coisa estava tão gritantemente preta que até o leonino orgulhoso se deu conta da sua, digamos, falha de caráter (eu juro que estava tentando arrumar um eufemismo mas não o encontrei).
E nessa complexa confusão que é minha cabeça, fiz a ligação com uma passagem de "A guerra dos tronos - As crônicas de fogo e gelo - Livro um" (ou "Game of thrones", para quem prefere o nome original - não verei a série enquanto não terminar o livro, mas juro que está tão bom que tenho dificuldades em parar de ler):
"Naquela tarde, o comandante da guarda o enviou para a gaiola do guindaste com quatro barris de pedra recém-esmagada, para que espalhasse cascalho sobre os caminhos gelados do topo da Muralha. Era
um trabalho solitário e aborrecido, mesmo com Fantasma lhe fazendo companhia, mas Jon descobriu
que não se importava. Num dia claro, podia-se ver metade do mundo do topo da Muralha, e o ar estava
sempre frio e tonificante. Ali podia pensar, e deu por si pensando em Samwell Tarly... e, estranhamente,
em Tyrion Lannister. Gostaria de saber o que Tyrion faria com o rapaz gordo. A maioria dos homens mais depressa nega uma verdade dura do que a enfrenta, dissera-lhe o anão com um sorriso. O mundo estava cheio de covardes que fingiam ser heróis; era preciso uma singular forma de coragem para se admitir covarde, como fizera Samwell Tarly."
Óuquêi. Admitir a covardia pode até ser bom, pode até ser um passo. Um bom passo - até porque, na maioria das vezes, de fato é necessário reconhecer e admitir para si mesmo um defeito para que possa-se saná-lo definitivamente (em outras vezes não: às vezes coisas acontecem, o amadurecimento chega e as pessoas mudam sem nem perceber). Mas ainda assim UM passo: de que adianta admitir-se covarde e não fazer nada a respeito? Para mim, é comodismo que chega! É sentar seu traseiro (numa linguagem bem Pumba, já que citei "O rei leão") na covardia e se contentar em obter apenas o que de mais simples e fácil a vida vier a lhe oferecer, em vez de agarrar-se às melhores possibilidades que passarem por você. Às vezes me parece um determinação em não ser determinado tão grande que cansa.
Mas então, respondendo à pergunta do Leão Covarde na imagem do início do post, onde fica a coragem?
Não sei bem se é onde indica a imagem acima, mas se eu fosse indicar em mim, acredito que seria no estômago, ou qualquer outro órgão do sistema digestório, talvez o fígado, sei lá, já que toda vez que preciso fazer algo que requer coragem, tenho problemas nessa área. Se a coragem é requerida imediatamente, parece que vou passar mal na mesma hora. Se tenho tempo de me preparar para a situação desafiadora, fico com sérios problemas para me alimentar decentemente, passando por uma dieta forçada (que pode até ter seu lado bom se isso não significar que eu fique anêmica ou qualquer coisa coisa assim).
Se bem que pode ser mesmo o fígado o órgão da coragem. Não é ele que é atacado pelo álcool que as pessoas consomem muitas das vezes para ganharem a cara-de-pau necessária para fazerem o que não ousavam?!
Aí! A coragem fica no fígado! Até porque se fosse nas bolas, todas as mulheres seriam covardes ou então a coragem feminina ficaria nos... ovários?! E o que aconteceria na menopausa?! Tá, parei. Vou viajar menos.
Ou não (Chicó - Selton Mello em "O auto da compadecida" - mode). Até porque agora vou conversar com os astros (sem "minha pedra é ametista" - João Bosco doidão!), bem especificamente com o SAC da constelação de leão:
| É a constelação de leão (ou Leo, se preferirem), mas minha abstração mental enxerga um rato =X |
"Estrelinhas lindas, vocês estão de férias ou o quê?!
Porque ao longo dos últimos anos todos os leoninos que conheci apresentaram defeito de fabricação! Ô povo pra ter crise existencial e problemas de auto-estima! Por favor, retomem suas atividades normais.
Beijo de uma canceriana que só se parece minimamente com um ser de Câncer."
Depois de dar tanta volta: nunca mais tive o sonho com "O mágico de Oz". E o Leão Covarde?! Torço para que consiga resolver seu problema quanto a covardia antes que sua história acabe.



0 comentários:
Postar um comentário