Eis que assisti a "O homem do futuro". Fui sem qualquer pretensão, achando que o filme seria absurdamente bobo. Tá. Não é uma obra priiiima. Mas considerando o gênero "comédia romântica", dá um banho em muito filme Hollywoodiano.
A sinopse do filme que se encontra por aí: Zero é um cientista genial, porém infeliz, que odeia a própria vida. Há 20 anos, foi humilhado publicamente na faculdade e perdeu o grande amor de sua vida - Helena. Prestes a ser demitido, Zero aciona, antes de totalmente concluído, o acelerador de partículas mais barato do mundo. O experimento fracassa, mas Zero acidentalmente volta ao passado e se vê diante da chance de alterá-lo. Nosso herói vai aprender que tentar manipular os caminhos do tempo é mais difícil (e confuso) do que parece. Zero retorna a um presente alterado e descobre que se transformou em um canalha. Pior, a nova realidade o separou ainda mais de Helena. Sua única saída é voltar novamente ao passado e impedir ele mesmo de alterar o presente.
E a partir daqui, contém spoilers - mesmo esse gênero de filme não permitindo muito isso.
E eu já estou prevendo um post gigante, tantas as coisas que randomicamente me passaram pela cabeça.
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| O poster pra dar um espaço para quem não quiser ler potenciais spoilers |
"Eu quero que você fique absolutamente calmo e que confie em mim."
É o que Zero em todas as suas versões fala para todos que encontra no passado (mais precisamente em 1991) que visita quando tem que explicar o que está acontecendo. E seus amigos e sua amada (e ele mesmo na versão mais jovem) confiam no Zero do futuro, fazendo exatamente o que ele determina para que seja alcançado o resultado desejado em 2011.
Isso me lembrou Alladin, nas vezes em que ele pergunta a Jasmine "Você confia em mim?"
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| "Você confia em mim? Confia em mim?" |
Isso demonstra uma certa tendência universal de se confiar em quem amamos. É natural. E são naturais as desilusões provenientes disso. Por experiências pelas quais passei ao longo da vida, fui gradativamente mudando, para evitar a fadiga, tenho mudado de perspectiva: não confiar em quem amo, mas confiar nas pessoas que me amam (e não tô falando de homens exclusivamente, que fique bem claro). Tudo bem que amor não é um dado objetivo, mas dá para saber quem te ama tão solidamente que não arriscaria te arriscar. Isso restringe as pessoas em quem confiar? Sim, mas existem diferentes níveis de confiança, o que dizer ou fazer para uma pessoa e que aquilo não te coloque futuramente em situações difíceis.
O que me lembra a música "Misguided ghosts", do Paramore, mais especificamente por causa dos versos "The ones we trusted the most/ Pushed us far away" (ou traduzindo aproximadamente, caso alguém não entenda: "Aqueles em que mais confiamos/ Nos empurraram para longe")
Essa música é muito bonitinha, apesar de bem melancólica e desiludida.
E é um som um pouco diferente do habitual da banda.
E é um som um pouco diferente do habitual da banda.
E cantarolando a música enquanto procurava o vídeo, achei mais semelhança: "I'm going away for a while/ But I'll be back, don't try to follow me/ 'Cause I'll return as soon as possible/ See I'm trying to find my place/ But it might not be here where I feel safe/ We all learn to make mistakes/ And run from them" (algo como "Eu estou partindo por um tempo/ Mas eu vou voltar, não tente me seguir/ Por que retornarei assim que possível/ Veja, eu estou tentando achar meu lugar/ Mas talvez não seja aqui onde eu me sinta seguro/
"E selvagem... selvagem... selvagem [...]
Temos nosso próprio tempo... temos nosso próprio tempo... temos nosso próprio tempo [...]
Somos tão jovens... tão jovens... tão jovens"



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