30/08/2010

Meu passado me condena!



Não! Eu, uma quase bacharel em Direito (faltam aproximadamente quatro meses!) não tenho ficha criminal, já que isso frustraria por completo qualquer aspiração quanto ao meu futuro.

Também não tenho uma lista de coisas ruins ou amorais que prejudiquem a minha imagem (afinal de contas, uma publicitária não pode ser tão ruim de marketing pessoal).

O que me condena em meu passado são os relacionamentos que eu tive. Não que eu tenha tido relacionamentos catastróficos que tenham virado motivo para me desabonar. Eu simplesmente tive relacionamentos, e, só por ter um passado, isso tem me "prejudicado".

Duas histórias recentes:

1) Eu, numa balada que vou sempre, encontro um cara que podemos dizer que é meu colega - amigo é um pouco forte para defini-lo. Daí que ele me puxa para dançar ao som de "Samba a dois", de Los Hermanos. Tudo normal. Até que ele resolve "me encoxar" e eu demonstro resistência a tanta proximidade física. Eis parte do diálogo que se seguiu:

"Ele: Pode ficar tranquila. Eu não vou chegar em você. Você vai ser para sempre para mim a ex de um amigo meu.

Eu: Você não deveria me ligar a quem quer que seja, considerando que eu estou solteira a tanto tempo.

Ele: Eu me apego a esse fato porque eu acabo chegando em várias amigas minhas e sei que chegar em você não iria ter qualquer resultado..."

2) Eu estava em outra balada, e estava presente um carinha com quem eu fiquei uma única vez uns trezentos anos atrás. Não sei até hoje porque a gente não continuou ficando na época, porque continuou havendo aquele climinha típico de pessoas a fim. O porquê de a gente jamais ter ficado nos últimos tempos ele me contou há pouco, como se segue:

"Ele: Você sabe que eu te acho linda. Pena só que não deu nunca mais para rolar nada.

Eu: Como assim?

Ele: Ahhh... Naquela época era meio foda, a gente era novinho e tal. E hoje em dia... Poxa! Você namorou o Fulano! O cara acabou meio que virando meu amigo. A gente trocava ideia direto. Inclusive ele comentando de você. É estranho...

Eu: Você tá procurando um motivo, porque isso tem nada a ver. Eu e o Fulano terminamos há quinze milhões de anos (nesse ponto eu determinei a exatamente quanto tempo). Eu estou pouco me importando com ele e tenho certeza que é recíproco.

Ele (todo sem graça, diga-se de passagem): Nossa... Não sabia que tinha tanto tempo... e eu não sabia que era assim... Para mim vocês ainda eram super ligados. Se bem que tem um tempão mesmo que eu não falo com ele..."

Não sei de onde vem toda essa lealdade masculina. Se uma garota namorou/ficou/se enrolou com algum cara que seja seu amigo/conhecido, saiba analisar a situação, babe! Ela não deixou de ser uma garota por causa disso... "Mulher de amigo meu pra mim é homem"?! Só até o casal se separar e ninguém se magoar caso algo aconteça...

É tudo uma questão de contexto: os dois se gostam, são grudados, ainda ficam?! Aí é uma história: e é realmente legal se abster, respeitar os sentimentos alheios. Mas se já estão desligados, se já passaram por outros relacionamentos e tudo mais: pelamorrrrrdedeus!

Se você não tem certeza, cadê seu espírito investigativo para descobrir?!

Enfim...

No meu caso, as histórias que eu citei tem bem pouco tempo. Já aconteceram outras vezes, mas agora foi um pouco demais para mim... Daí a "nuvenzinha malvada" na ilustração: é o meu mau humor com isso acontecendo recorrentemente - um raio que tem caído inúmeras vezes no mesmo lugar.

Acho que no meu caso não tem salvação. Só colocando uma placa de neon sobre a minha cabeça para as pessoas se convencerem. E não pode ser simplesmente "solteira" escrito. Tem que ser "emocionalmente desimpedida", porque, pelo que parece, as pessoas não percebem que há muito eu virei minhas páginas.


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